Uma discussão que existe entre muitos pregadores e tema de alguns livros é: o que devo usar no púlpito no momento da entrega da minha mensagem? Um esboço ou um manuscrito? Bem, gostaria de destacar que essa é uma questão bem pessoal, no meu caso tenho preferido usar um esboço, com proposições, palavras iscas, recorte denteado e criei o meu estilo de abreviações. Procuro internalizar as partes mais pessoais da mensagem, como por exemplo, ilustrações, estatísticas, citações e as partes que se constituem de diálogos.
Quero elencar algumas razões do porque prefiro usar um esboço:
1ª Razão: Diminuí o meu tempo de preparo. Isto não quer dizer falta de estudo, ou que não escrevo as partes que quero falar, mas facilita na hora de elaborar “os finalmente” da mensagem. Não preciso digitar tudo de novo o que já fiz no momento da minha pesquisa e contato com o material estudado.
2ª Razão: Tenho mais liberdade na hora da entrega. Todas às vezes que usava um manuscrito era condicionado a ficar preso no papel, essa prática tirava o dinamismo da mensagem. Era levado a ficar atrás do púlpito o tempo todo e perdia o contato com o ouvinte.
3ª Razão: Não preciso levar ao púlpito muitas folhas. Penso que os ouvintes são condicionados pelo ambiente, como pregador devo reduzir os “ruídos” para que os ouvintes sejam condicionados a ouvir a mensagem. E no meu modo de entender, muitas folhas se tornam um ruído, pois os ouvintes podem pensar: “quantas folhas, hoje o pastor vai pregar muito tempo”, neste ponto eu já perdi os ouvintes. Levo apenas uma folha com as medidas de 14 x 21 presa com um clips nas folhas da Bíblia, quando muito, imprimo frente e verso. Charles W. Koller em seu livro Pregação Expositiva Sem Anotações: Como Pregar Sermões Dinâmicos, diz que 36 linhas escritas é o ideal para o pregador que quer pregar de forma dinâmica.
4ª Razão: Caso use o mesmo esboço mais de uma vez, sou levado a estudar o conteúdo novamente. Hoje vivemos em um mundo dinâmico, por isso creio que o mesmo conteúdo que usei em um determinado tempo pode não ser eficaz em outro, assim posso reestudar e readaptar o conteúdo para a necessidade do momento e para o público específico. Assim como, fazer novas pesquisas baseadas em minhas proposições. Pelo menos para mim, sou livre da “muleta”, não fico dependendo ou me “escorando” em estudos já feitos e redigidos.
5ª Razão: Para mim este método (esboço) presta-se mais ao estilo oral. A linguagem de um manuscrito ou texto é diferente da linguagem oral. É difícil escrever do jeito que eu falo (ainda que me esforce para fazer este exercício no meu preparo) e depois pregar da mesma forma que foi escrito. O esboço me deixa livre para linguagem oral.
Como disse no início, usar um manuscrito ou um esboço é algo pessoal, depende do pregador. Aqui deixei minhas razões pessoais do porque uso um esboço. A Bíblia não estipula um método. Você deve fazer sua escolha de acordo com sua capacidade. Mas quero compartilhar um pensamento para finalizar: Quando se trata de envolver os ouvintes e levá-los a praticar o que foi ensinado vale a pena a mudança e para que elas ocorram é preciso deixar a zona de conforto e se aventurar em algo mais efetivo. Para mim o que é mais efetivo é usar um esboço na hora da entrega da mensagem. Espero que este artigo ajude você em alguma dúvida com relação ao assunto aqui exposto.
